"A infografia não é uma
linguagem do futuro, é uma linguagem do presente. Tem vindo a ser utilizada
desde que há jornais, praticamente. Será uma linguagem jornalística do futuro?
Sim, e será muito utilizada, mas isso não quer dizer que não existam outras
linguagens jornalísticas que não serão utilizados em igual medida."
ALBERTO CAIRO,
especialista em design e artes visuais
A realização de uma infografia para a
unidade curricular de Design de
Comunicação Visual foi a terceira e última proposta apresentada aos alunos.
A infografia é uma representação visual de determinada informação. Esses
gráficos são usados nos momentos nos quais é necessário explicar a notícia de
forma mais dinâmica, como em mapas, jornalismo e manuais técnicos, educativos
ou científicos – contribuindo para a melhor compreensão, por parte do leitor,
dos assuntos abordados. Este recurso utiliza, diversas vezes, a combinação de
fotografia, desenho e texto.
No
design de jornais, por exemplo, o
infográfico costuma ser usado para descrever determinado facto ou acontecimento,
quais as suas principais consequências, entre outros (dependendo do próprio
evento). Este tipo de apresentação gráfica tem a capacidade de conseguir
especificar determinadas detalhes que o texto ou a fotografia não conseguem,
pelo menos com a mesma eficiência. Segundo Valero Sancho (2001) uma infografia jornalística “é uma unidade informativa realizada com
elementos icónicos e tipográficos que permite ou facilita a compreensão dos acontecimentos, ações ou
coisas da atualidade ou alguns dos seus aspetos mais significativos, e
acompanha ou substituiu o texto informativo.”
Na Internet, a produção de infografias pode incluir recursos e, no caso da infografia dinâmica, permitir que o leitor utilize informações disponibilizadas num banco de dados para construir a infografia, a partir de requisitos específicos.
Na Internet, a produção de infografias pode incluir recursos e, no caso da infografia dinâmica, permitir que o leitor utilize informações disponibilizadas num banco de dados para construir a infografia, a partir de requisitos específicos.
Outra característica específica da infografia é
que, normalmente, costuma ser pulicada junto a uma reportagem ou notícia
(HIDALGO, 2001; PARRAT, 2008), ainda que nos cibermeios seja cada vez mais
comum localizá-la em galerias sem a presença dos textos originais. A infografia
feita a partir de meios jornalísticos deve ser concebida de forma a ter uma
certa autonomia ao nível do enunciado, não ficando prejudicada caso não esteja acompanhada
de um texto explicativo. Os leitores devem perceber o conteúdo da infografia
sem necessitarem de recorrer a quaisquer textos de apoio.
Para a construção de uma infografia é
necessário cumprir uma série de passos. O primeiro a fazer é, obviamente, a
escolha do tema. Depois, perceber que informação se quer transmitir, para que
público e de que forma. Após a recolha dos dados é necessário fazer uma organização
da informação de forma a melhorar a sua apresentação gráfica.
Posto isto, dá-se início à infografia:
faz-se um esboço; para definir claramente aquilo que se pretende comunicar.
Depois, constrói-se o suporte digital, tratam-se imagens, textos,… pode-se,
ainda, simular o contexto editorial para ver de que forma a infografia iria, ou
não, resultar.
Lester, citado em “Elementos do
Jornalismo Impresso”, de Jorge Pedro de Sousa, diz que "um bom
design é culturalmente independente – o que funciona bem num contexto pode não
funcionar noutro" (2005). É certo que uma infografia deve "facilitar
a sua leitura", "hierarquizar as informações" e "ter
em conta a clareza, legibilidade (…)". Contudo, deve também "conservar
o estilo ao longo de um período de tempo" e "fazer o órgão de
comunicação atraente e interessante". (CANGA LAREQUI).
Atualmente, em Portugal,
são vários os sites noticiosos que
utilizam infografias para explicar os mais diversos assuntos da atualidade
informativa. Esta é uma tendência que tem vindo a ser desenvolvida no nosso
país mas que já é muito utilizada em países como Espanha (“El Mundo”) e Estados Unidos da América (“The New York Times”).
Assim sendo, decidi debruçar-me sobre um tema
da atualidade: o desemprego. Comecei por procurar várias notícias sobre o
assunto e, de seguida, fiz um esquema com os dados que fui recolhendo. Os
números selecionados referem-se ao ano de 2011 e a informação está dividida por
regiões.
Selecionados os dados, decidi que o melhor
seria fazer uma infografia baseada num mapa. Neste sentido, procurei um mapa de
Portugal continental e ilhas com o fim de colocar os dados do desemprego conforme
as regiões analisadas. Achei pertinente escolher uma cor – vermelho – e depois
ir aumentando ou diminuindo a sua intensidade consoante a taxa de desemprego
daquela zona.
Por ser uma infografia informativa, achei que o
melhor era escolher uma fonte simples, sem serifa, para fazer com que a
visualização dos dados fosse o mais clara, rápida e eficaz possível.
Todo o projeto foi
desenvolvido utilizando a ferramenta de trabalho “Adobe
Photoshop”, onde foram explorados os vários elementos infográficos
característicos deste género de composição, bem como os dados presentes na
notícia (que serviu de base para a realização deste trabalho).
Julgo que o resultado final vai de encontro àquilo que foi previamente
perspetivado, cumprindo na
íntegra os objetivos delineados. A ideia de representar os dados
presentes na notícia de forma gráfica foi cumprida, embora com algumas falhas.
A minha abordagem em relação a
este trabalho partiu do pressuposto que a parte central seria a informação fornecida
pela notícia e que os dados deviam ser apresentados da forma mais simples e
clara possível, de modo a facilitar a sua compreensão.
Webgrafia:
http://www.informationisbeautiful.net/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Infografia/
http://www.elmundo.es/graficos/multimedia/
http://pt.scribd.com/doc/8405929/Infografia-Passo-a-Passo-por-Mario-Kanno
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