terça-feira, 29 de maio de 2012

Memória Descritiva - Proposta 3

"A infografia não é uma linguagem do futuro, é uma linguagem do presente. Tem vindo a ser utilizada desde que há jornais, praticamente. Será uma linguagem jornalística do futuro? Sim, e será muito utilizada, mas isso não quer dizer que não existam outras linguagens jornalísticas que não serão utilizados em igual medida." 
ALBERTO CAIRO, especialista em design e artes visuais


A realização de uma infografia para a unidade curricular de Design de Comunicação Visual foi a terceira e última proposta apresentada aos alunos.
A infografia é uma representação visual de determinada informação. Esses gráficos são usados nos momentos nos quais é necessário explicar a notícia de forma mais dinâmica, como em mapas, jornalismo e manuais técnicos, educativos ou científicos – contribuindo para a melhor compreensão, por parte do leitor, dos assuntos abordados. Este recurso utiliza, diversas vezes, a combinação de fotografia, desenho e texto.
        No design de jornais, por exemplo, o infográfico costuma ser usado para descrever determinado facto ou acontecimento, quais as suas principais consequências, entre outros (dependendo do próprio evento). Este tipo de apresentação gráfica tem a capacidade de conseguir especificar determinadas detalhes que o texto ou a fotografia não conseguem, pelo menos com a mesma eficiência. Segundo Valero Sancho (2001) uma infografia jornalística “é uma unidade informativa realizada com elementos icónicos e tipográficos que permite ou facilita  a compreensão dos acontecimentos, ações ou coisas da atualidade ou alguns dos seus aspetos mais significativos, e acompanha ou substituiu o texto informativo.”

       Na Internet, a produção de infografias pode incluir recursos e, no caso da infografia dinâmica, permitir que o leitor utilize informações disponibilizadas num banco de dados para construir a infografia, a partir de requisitos específicos.
Outra característica específica da infografia é que, normalmente, costuma ser pulicada junto a uma reportagem ou notícia (HIDALGO, 2001; PARRAT, 2008), ainda que nos cibermeios seja cada vez mais comum localizá-la em galerias sem a presença dos textos originais. A infografia feita a partir de meios jornalísticos deve ser concebida de forma a ter uma certa autonomia ao nível do enunciado, não ficando prejudicada caso não esteja acompanhada de um texto explicativo. Os leitores devem perceber o conteúdo da infografia sem necessitarem de recorrer a quaisquer textos de apoio.
Para a construção de uma infografia é necessário cumprir uma série de passos. O primeiro a fazer é, obviamente, a escolha do tema. Depois, perceber que informação se quer transmitir, para que público e de que forma. Após a recolha dos dados é necessário fazer uma organização da informação de forma a melhorar a sua apresentação gráfica.
Posto isto, dá-se início à infografia: faz-se um esboço; para definir claramente aquilo que se pretende comunicar. Depois, constrói-se o suporte digital, tratam-se imagens, textos,… pode-se, ainda, simular o contexto editorial para ver de que forma a infografia iria, ou não, resultar.
Lester, citado em “Elementos do Jornalismo Impresso”, de Jorge Pedro de Sousa, diz que "um bom design é culturalmente independente – o que funciona bem num contexto pode não funcionar noutro" (2005). É certo que uma infografia deve "facilitar a sua leitura", "hierarquizar as informações" e "ter em conta a clareza, legibilidade (…)". Contudo, deve também "conservar o estilo ao longo de um período de tempo" e "fazer o órgão de comunicação atraente e interessante". (CANGA LAREQUI).
Atualmente, em Portugal, são vários os sites noticiosos que utilizam infografias para explicar os mais diversos assuntos da atualidade informativa. Esta é uma tendência que tem vindo a ser desenvolvida no nosso país mas que já é muito utilizada em países como Espanha (“El Mundo”) e Estados Unidos da América (“The New York Times”).
Assim sendo, decidi debruçar-me sobre um tema da atualidade: o desemprego. Comecei por procurar várias notícias sobre o assunto e, de seguida, fiz um esquema com os dados que fui recolhendo. Os números selecionados referem-se ao ano de 2011 e a informação está dividida por regiões.
Selecionados os dados, decidi que o melhor seria fazer uma infografia baseada num mapa. Neste sentido, procurei um mapa de Portugal continental e ilhas com o fim de colocar os dados do desemprego conforme as regiões analisadas. Achei pertinente escolher uma cor – vermelho – e depois ir aumentando ou diminuindo a sua intensidade consoante a taxa de desemprego daquela zona.
Por ser uma infografia informativa, achei que o melhor era escolher uma fonte simples, sem serifa, para fazer com que a visualização dos dados fosse o mais clara, rápida e eficaz possível.
Todo o projeto foi desenvolvido utilizando a ferramenta de trabalho “Adobe Photoshop”, onde foram explorados os vários elementos infográficos característicos deste género de composição, bem como os dados presentes na notícia (que serviu de base para a realização deste trabalho).
Julgo que o resultado final vai de encontro àquilo que foi previamente perspetivado, cumprindo na íntegra os objetivos delineados. A ideia de representar os dados presentes na notícia de forma gráfica foi cumprida, embora com algumas falhas.
A minha abordagem em relação a este trabalho partiu do pressuposto que a parte central seria a informação fornecida pela notícia e que os dados deviam ser apresentados da forma mais simples e clara possível, de modo a facilitar a sua compreensão.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Cairo, Alberto (2008), “Infografía 2.0 – visualización interativa de información en prensa”, Espanha, Edições Alamut.

Trabalho Final - Proposta 3

Resultado do trabalho desenvolvido para a Proposta nº3: elaborar uma infografia partindo de uma notícia, com o auxílio de ferramentas como o Adobe Photoshop.





sábado, 26 de maio de 2012

Análise Crítica de uma Imagem (enumeração de elementos infográficos) - Proposta 3



“A infografia significa a apresentação visual de dados, sejam dados estatísticos, sejam mapas ou diagramas. Trata-se das três formas que adota a infografia no jornal impresso. (…) Infografia não é uma linguagem do futuro, é do presente."
ALBERTO CAIRO, especialista em artes visuais e design

Após a proposta da professora da unidade curricular de Design de Comunicação Visual para a realização de um ensaio teórico sobre uma infografia, achei por bem escolher esta para fazer a minha reflexão porque me parece ter muitos elementos que merecem alguma análise.
A infografia acima representada pretende mostrar o desenvolvimento da Lego ao longo dos tempos. Logo no início está presente aquele que é o principal objetivo da marca: ”Brincar bem é o que significa a palavra dinamarquesa Leg Godt e que inspirou os fundadores da LEGO há meio século. Desde então tornou-se na quarta maior empresa de brinquedos do mundo. (…)”.
Na parte de cima da imagem está presente um mapa onde se mostram os locais onde existem parques da Lego (quatro no total). Nesse mapa diz-se a data de inauguração de cada um dos parques, bem como o número de peças utilizadas na sua criação. Na infografia estão presentes algumas curiosidades como por exemplo o número de países onde as peças da LEGO são comercializadas, o número de horas que as crianças, em cada ano, utilizam para brincar com legos ou o facto de serem precisos 40 mil milhões de peças LEGO para chegar à Lua.
Também se explica a forma como as peças são feitas, nomeadamente a temperatura a que o plástico é derretido, o número de fábricas da LEGO, o número de maneiras que existem para montar as peças da marca; uma das curiosidades mais interessantes é o facto de dizerem o número de peças que, num milhão, não cumprem os critérios de qualidade da LEGO. Um facto curioso está relacionado com o facto de mencionarem que os adultos também gostam de brincar com os legos, “brincar à grande”. O título da infografia "O Velho Amigo LEGO" demonstra o facto de a marca ter uma linha de design muito específica, tendo sido pouco alterada desde a sua criação.
No final da infografia está presente uma cronologia onde são assinaladas as datas mais importantes, desde a criação da marca até ao momento da sua elaboração. Evidenciam-se datas como a fundação da LEGO, em 1955, e o reconhecimento da marca como sendo “um dos produtos do século”, isto em 1999.
Um pouco por toda a infografia, nomeadamente no fundo e em alguns apontamentos – como o boneco, por exemplo – estão presentes peças LEGO, de forma a evidenciar o ex-libris da marca. O próprio mapa onde se mostram os locais onde existem parques LEGO também é construído através dessas mesmas peças.
O que mais me fascinou nesta infografia, para além do próprio tema, acabou por ser a forma como está construída já que é esclarecedora sem ser aborrecida, tem muitas cores, acabando por ser bastante dinâmica; a variedade ao nível das formas é muito interessante, visto que o elemento central é o LEGO, mas acaba por ser aplicado a várias situações que, à partida, seriam impensáveis (como por exemplo o mapa). A informação presente na imagem é verdadeira, já que foi realizada pela própria marca.
Na minha opinião, a informação está, visualmente, muito bem distribuída e a perceção daquilo que é transmitido acaba por ser bastante fácil. Caso esta informação estivesse presente num texto, a compreensão da informação, comparando com a infografia, acabaria por ser mais difícil.
Assim, penso que a presente infografia cumpre o seu propósito no sentido em que ajuda o leitor a compreender melhor os dados que são apresentados.


WEBGRAFIA:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Infografia [consultado a 25-05-2012]
http://jpn.icicom.up.pt/2006/07/11/infografia_nao_e_uma_linguagem_do_futuro_e_do_presente.html [consultado a 25-05-2012]
http://imezzo.wordpress.com/2007/08/15/alberto-cairo-em-sao-paulo/  [consultado a 25-05-2012]

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Memória Descritiva - Proposta 2

“Composição de um texto através da utilização de símbolos alfabéticos, numéricos e de pontuação com o objetivo de reproduzi-lo múltiplas vezes, minimizando esforço e custo.”
Para a realização desta segunda proposta de trabalho, da unidade curricular de Design de Comunicação Visual, foi-nos sugerido pela docente um trabalho baseado em elementos tipográficos, ou seja, a construção de uma composição tipográfica – infografia tipográfica –, utilizando as várias técnicas aprendidas em tempo letivo e extra aula. Este exercício consistia na interpretação de um texto, frase, palavra e a sua representação, através da criação de uma composição onde ilustrássemos aquilo que o texto nos transmitia.
Foi nesta sequência e com base nos elementos acima referidos que procedi à realização da representação gráfica da música Primavera dos The Gift. A escolha da música prende-se com duas razões essenciais: primeiro porque a letra da composição musical é, na minha opinião, absolutamente espantosa; segundo porque achei que o ritmo da própria música, bem como a sua temática poderiam ser úteis aquando da realização do projeto. A capa do último álbum da banda também me serviu de inspiração, acabando por ser o meu ponto de partida.
Segundo a interpretação que fiz do poema, conclui que este tem como tema central as dicotomias existentes numa relação e a forma como isso nos afeta no quotidiano. Outro dos assuntos abordados é a cumplicidade existente num relacionamento amoroso e a maneira como conseguimos, de certa forma, ler os pensamentos do outro – “E sei dos teus erros / os meus e os teus / os teus e os meus amores que não conheci”.
Foi a partir desta ideia que iniciei a minha composição visual, pois, tal como é dito no poema, as relações são inconsistentes, são imprevisíveis… Contudo, quando existe um relacionamento realmente verdadeiro e sincero, tudo se torna mis simples, acabando por gerar a tal “Primavera”, cuja ideia é fortemente repetida ao longo de toda a música.
O primeiro passo realizado foi o desenho da árvore. De seguida, achei por bem que o melhor seria escrever o nome do poema no tronco da árvore porque, para além de transmitir a continuidade da ideia, iria ficar em evidência em relação ao restante texto e, de imediato, transmitir ao leitor qual a ideia principal de toda a composição tipográfica. A utilização de cores e tamanhos referentes nas letras tem como objetivo mostrar as várias facetas da Primavera, as várias facetas de uma relação: inconstante mas equilibrada.
O texto que se encontra dentro da folhagem da árvore foi representado com uma fonte que transmite mais sobriedade à composição, tendo sido utilizado, em algumas situações, o bold. As fontes utilizadas foram: Arial, Calibri, Verdana, Bell MT e Trebuchet MS (para o corpo de texto) e a Tekton Pro (para o título do poema presente no tronco da árvore). Fiz questão de realçar os sinais de pontuação como forma de realçar as questões inerentes ao próprio texto. Não evidenciei nenhuma das frases pois, a meu ver, todas elas são importantes e, sobretudo, essenciais para a compreensão de todo o poema.
As cores utilizadas estão na paleta dos verdes e dos castanhos, tons que nos fazem lembrar a natureza e o início da Primavera, quando as árvores ganham folha de novo para, depois, ficarem em flor (mais uma vez, a analogia aos relacionamentos amorosos). Na minha opinião, a infografia resulta, tanto a cores como a preto e branco.
Neste trabalho utilizei várias fontes de tipos diferentes, com tamanhos e efeitos distintos, com caixa alta e caixa baixa, com serifa e sem serifa.
Este exercício pretendia, essencialmente, transmitir os elementos textuais patentes na composição musical que são, neste caso, a analogia entre a Primavera e as relações dos seres humanos – metaforicamente representada pela árvore – e a busca pelo “relacionamento perfeito”. Por fim, penso ser fulcral salientar a simplicidade representada na composição, uma vez que confere maior uniformidade à ideia representada, livre de complicações. Todo o projeto foi desenvolvido utilizando a ferramenta de trabalho “Adobe Illustrator”, onde foram explorados os vários elementos tipográficos característicos deste género de composição.
Julgo que o resultado final vai de encontro àquilo que foi previamente perspetivado, cumprindo na íntegra os objetivos delineados. A ideia de representar a mensagem da música foi cumprida, com recurso a muitos aspetos caracterizadores, quer da vertente musical, quer da visual.
Através da realização desta composição reforcei, evidentemente, o meu conhecimento sobre as técnicas utilizadas na criação de uma tipografia, aproveitando muitos dos elementos que nos rodeiam ao longo do dia-a-dia.
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WEBGRAFIA
Elementos Básicos do Design: Tipografia [consultado a 15-04-2012]
Thinking With Type [consultado a 09-04-2012]
Tipografia [consultado a 09-04-2012]
http://www.dafont.com/ [consultado a 09-04-2012]
http://www.typographydeconstructed.com/page/2/ [consultado a 15-04-2012]
http://www.typo.cz/en/dois-tempos/ [consultado a 15-04-2012]
http://typographica.org/ [consultado a 15-04-2012]

Trabalho Final - Proposta 2

Resultado do trabalho desenvolvido para a Proposta nº2: elaborar uma infografia tipográfica com o auxílio de elementos básicos característicos desse tipo de composição.



(Proposta original: a cores)




(Proposta a preto e branco)

sábado, 14 de abril de 2012

Análise Crítica de uma Imagem (enumeração de elementos tipográficos) - Proposta 2


A partir do momento em que me foi proposta a recolha de algumas fotografias de forma a complementar o meu trabalho, comecei de imediato a efetuar essa atividade. Foram várias as fotos tiradas, fotos essas que representam os mais diversos elementos presentes no nosso quotidiano.
Após a recolha / pesquisa fotográfica efetuada cheguei à conclusão que o melhor seria escolher a imagem que se encontra no início deste documento, apesar de qualquer uma das outras ser adequada ao que é pretendido.
Esta fotografia tem várias fontes representadas: a que se encontra na parte superior da imagem é mais sória, de forma a ser obtida uma leitura mais simples e eficaz; o mesmo acontece com a frase que se encontra no final da foto. A embalagem tem um tom forte, nomeadamente na sua parte central, que se pode explicar através do facto de o nome do objeto se encontrar aí: a nossa atenção é imediatamente atraída para lá. Também a fonte utilizada, sem serifa e com caixa alta no início do nome do produto, capta o nosso olhar. A denominação da marca está escrita de uma forma muito suave e delicada, transmitindo a leveza, a elegância e a suavidade do próprio artigo. O nome escrito na parte central encontra-se a bold, mais um pormenor interessante para chamar a atenção para esse local.
Já o nome da marca (Gillette), que se encontra no canto superior direito, acaba por ser relegado para um plano mais secundário, já que se quer dar relevância ao nome do produto propriamente dito.
Penso que o objetivo foi conseguido: capta-se a atenção do consumidor para a parte central do artigo através do uso de uma fonte mais possante e pelas cores utilizadas, que acaba por ser bastante eficaz no seu propósito.



WEBGRAFIA:
Tipografia [consultado a 09-04-2012]
Thinking With Type [consultado a 09-04-2012]
http://tipografos.net/historia/index.html [consultado a 09-04-2012]
http://typography-daily.com/2009/09/26/this-is-tomorrow/ [consultado a 09-04-2012]
http://www.pentagram.com/what-type-are-you/ [consultado a 09-04-2012]

Recolha Fotográfica - Proposta 2

Neste post estão presentes algumas das fotos que recolhi como forma de pesquisa para a realização da Proposta nº2. Tirei fotografias a utensílios de uso doméstico (quase todos) que se encontram presentes no nosso quotidiano, como garrafas de água, roupa e artigos de culinária, por exemplo. Estão evidenciadas, sobretudo, várias fontes, com e sem serifa, com e sem caixa alta, utilizadas na minha composição visual.








Inspiração para Proposta 2

Neste post estão presentes algumas das muitas imagens que serviram de fonte de inspiração para a realização da tipografia.













sexta-feira, 6 de abril de 2012

Memória Descritiva - Proposta 1

Para a realização desta primeira proposta de trabalho, da unidade curricular de Design de Comunicação Visual, foi-nos sugerido pela docente um trabalho baseado nos elementos básicos da comunicação visual, utilizando as várias técnicas de comunicação visual. Este exercício consistia na interpretação de uma música e a sua representação, através da criação de uma capa de CD, tendo por base a sua composição musical.
Tal como é referido no livro A sintaxe da linguagem visual, da autoria de Dondis, “os elementos visuais constituem a substância básica daquilo que vemos, o seu número é reduzido: o ponto, a linha, a forma, a direção, o tom, a cor, a textura, a forma, a escala e o movimento”. Todos estes elementos são o cerne de toda informação visual no que se relaciona com todas as seleções que podem ser feitas. A estrutura da obra visual é a força que determina quais são os elementos visuais presentes e qual a importância da ocorrência dessa presença.
Foi nesta sequência e com base nos elementos acima referidos que procedi à realização da representação gráfica da música Paradise, dos Coldplay. A escolha da música prende-se com duas razões essenciais: primeiro porque a banda acima mencionada é aquela que mais me agrada no panorama musical; segundo porque o poema da música reflete um pouco aquilo que todos nós vivemos ao longo das nossas vidas.
Segundo a interpretação que fiz da música escolhida, esta tem como tema principal a busca do ser humano pela realização dos seus sonhos e a forma como o caminho que todos teremos de percorrer para lá chegar poderá ser sinuoso e carregado de obstáculos – Life goes on, it gets so heavy the wheel breaks the butterfly, every tear, a waterfall In the night (…). Enquanto crianças, acreditamos que tudo aquilo que ambicionamos acabará por se concretizar (When she was just a girl / She expected the world); no entanto, quando crescemos, percebemos que as coisas não são assim tão simples e que, provavelmente, não iremos alcançar todos os nossos propósitos.
Foi a partir desta ideia que iniciei a minha composição visual, pois, a meu ver, a vida é interpretada como sendo uma estrada, na qual cada ser humano traçará o seu próprio percurso, sofrendo as consequências de todas as suas decisões. Tal como é dito na música, tudo é mais simples quando sonhamos, já que estes nos levam a qualquer lado, levam-nos a fazer o impossível, o impensável, o imprevisível… levam-nos ao paraíso!
Depois de uma longa pesquisa na internet, aliada à recolha fotográfica previamente realizada, decidi que iria usar vários dos elementos visuais referidos por Dondis.
Neste segmento optei pela transmissão de um certo equilíbrio “elemento mais importante das técnicas visuais” (Dondis, 1991), na medida em que a minha representação é baseada no trajeto que todos nós fazemos ao longo da vida e na enorme necessidade da busca do sonho, do paraíso (representado pela luminosidade presente na composição), apesar de todas as adversidades. Para obtenção desse equilíbrio foi fundamental a criação de uma representação exprimida pela simplicidade, já que é “uma técnica visual que envolve a imediatez e a uniformidade da forma elementar, livre de complicações ou elaborações secundárias” (Dondis, 1991), traduzida no reduzido número de elementos presentes e nas suas posições e formas.
Na verdade, esta composição propõe-se, tal como a letra da música em representação, a criar grande efeito, através da técnica de minimização, no sentido de se tornar numa abordagem muito abrandada, que procura obter do observador a máxima resposta a partir de elementos mínimos (representação do percurso do ser humano ao longo da vida e a consequente superação de obstáculos).
Como é possível verificar na imagem final foram utilizados elementos como: a linha, presente na estrada (“ articula a complexidade da forma” – Dondis, 1991),a textura, igualmente presente na estrada, (“elemento visual que… serve de substituto para as qualidades de outro sentido, o tato” – Dondis, 1991), o tom e a cor foram escolhidos em função daquilo que a música me transmitiu e o ponto, que se encontra presente no preenchimento da relva (“é a unidade de comunicação visual mais simples e…mínima” – Dondis, 1991).
Como cor de fundo escolhi o azul. Esta cor faz lembrar o céu, o espírito e o pensamento. Simboliza a lealdade, a fidelidade, a personalidade e a subtileza. Simboliza também o ideal e o sonho. Especificamente, o azul claro significa tranquilidade, frescura e compreensão.
No que diz respeito aos vários elementos que constituem a minha proposta, são essencialmente: o horizonte, a estrada, as letras e a relva.
A relva foi executada exclusivamente recorrendo ao uso de pontos, a estrada e as letras foram criadas através do uso de linhas. As letras têm como objetivo representar o título da música, onde o horizonte caracteriza a alusão ao paraíso.
Este exercício pretende, essencialmente, transmitir os elementos figurativos patentes na composição musical que são, neste caso, a importância do sonho e o percurso percorrido por todos nós, metaforicamente representado na estrada. Por fim, penso ser fulcral salientar a simplicidade representada na composição, uma vez que confere maior uniformidade à ideia representada, livre de complicações. Todo o projeto foi desenvolvido utilizando a ferramenta de trabalho “Adobe Photoshop”, onde foram explorados os vários elementos básicos característicos da comunicação visual.
Julgo que o resultado final vai de encontro àquilo que foi previamente perspetivado, cumprindo na íntegra os objetivos delineados. A ideia de representar a mensagem da música foi cumprida, com recurso a muitos aspetos caracterizadores, quer da vertente musical, quer da visual. Através da realização desta composição reforcei, evidentemente, o meu conhecimento sobre as técnicas utilizadas para possibilitar uma boa comunicação visual, essenciais para a compreensão de muito daquilo que nos rodeia, passando, igualmente, a ter mais atenção àquilo que me rode: “Point, line, and plane are the building blocks of design” (Ryan Glandhill).



WEBGRAFIA:
http://gdbasics.com/index.php?s=pointlineplane [consultado a 30-03-2012]
Elementos Básicos da Comunicação Visual [consultado a 30-03-2012]
Elementos Básicos da Comunicação Visual 2 [consultado a 30-03-2012]

Trabalho Final - Proposta 1

Resultado do trabalho desenvolvido para a Proposta nº1: elaborar uma capa de CD através do uso de elementos básicos da comunicação.






Análise Crítica de uma Imagem (enumeração de elementos básicos) - Proposta 1


A partir do momento em que me foi proposta a recolha de algumas fotografias de forma a complementar o meu trabalho, comecei de imediato a efetuar essa atividade. Foram várias as fotos tiradas, fotos essas que representam os mais diversos elementos presentes no nosso quotidiano.
Da minha recolha/pesquisa tive que selecionar uma fotografia, mas poderia ter sido outra qualquer, já que todas contêm um ou vários dos elementos básicos da comunicação e, nesse sentido, todas elas tornaram-se viáveis para a realização da sua análise.
 A foto escolhida resulta da procura por objetos que tenham na sua constituição linhas, pontos, ou outros elementos básicos da comunicação; o objeto representado é uma sapatilha e reparei nela quando estava a fazer a minha recolha.
Na imagem retratada estão presentes linhas, como se pode verificar nas tiras presentes um pouco ao longo de toda a sapatilha; também nas linhas existe um outro elemento que merece destaque: a cor. Na fotografia, as cores são três: azul, branco e vermelho que, por coincidência, são as cores presentes na bandeira francesa. Tal acontece porque estes ténis resultam da elaboração de uma edição especial por parte da Adidas com o fim de homenagear a república francesa (como vim a descobrir mais tarde). Os pontos estão presentes nas riscas brancas, conferindo um estilo mais irreverente ao calçado. Quanto a texturas, tal não é possível verificar na fotografia, mas as riscas vermelha e azuis contêm uma certa “rugosidade” em relação aos restantes elementos, e, quando tocamos nos ténis, sentimos essa tal diferença na constituição dos componentes do objeto em questão.
Finda a recolha fotográfica, posso concluir que, aquilo que à partida me pareceu um trabalho difícil, acabou por se tornar num desafio muto interessante, no sentido em que me apercebi de que não é preciso procurar de forma exaustiva objetos que contenham elementos básicos da comunicação, basta sabermos observar tudo o que nos rodeia e tirar o melhor partido daquilo que essa observação nos pode oferecer.

WEBGRAFIA:
Elementos Básicos da Comunicação Visual 2 [consultado em 30/03/2012]

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Recolha Fotográfica - Proposta 1

Neste post estão presentes algumas das fotos que recolhi como forma de pesquisa para a realização da Proposta nº1. Tirei fotografias a objetos que se encontram presentes no nosso dia-a-dia, como as varandas dos prédios, sinais de trânsito e roupa, por exemplo. Estão evidenciados, sobretudo, linhas e pontos, já que foram os elementos mais utilizados no meu trabalho.




Inspiração para a Proposta 1

Neste post estão presentes algumas das muitas imagens que serviram de fonte de inspiração para a realização da composição visual.